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Eu li: Impacto Fulminante

Bonsoir, meus queridos! Como vão vocês? Hoje vamos falar de – tchãtchãtchã – literatura nacional!

O escolhido dessa vez é Impacto Fulminante, que você pode conferir no Skoob aqui! Enfim, todavia, entretanto… vamos ver a sinopse da obra da minha amiga Valentine Cirano.

Uma ordem secreta da antiga Babilônia ainda poderia espalhar medo ou terror aos habitantes da Terra? Haveria um meio de resgatar os poderes do antigo deus babilônico pelos membros remanescentes dessa ordem e, de posse dos mesmos, levarem pânico e destruição aos quatro cantos do planeta? O assassinato brutal do artista plástico Gregory Andersen, leva Richard Brown e Suzan Antonelli, historiadores britânicos convocados pela policia de Londres, a identificar o significado de estranhos caracteres e pistas deixados pela vítima, pintados com seu próprio sangue numa toalha segundos antes de sua morte. As marcas deixadas por Gregory e um estranho quadro por ele pintado, levam Richard e Suzan a uma aventura frenética em busca do legendário tesouro de Dario, portador dos terríveis poderes das trevas dos deuses pagãos. Perseguições implacáveis, conduzidas por um assassino cruel e sanguinário fazem com que a aventura se torne um jogo mortal, onde Suzan e Richard precisam lutar pela própria sobrevivencia. Os membros da ordem secreta buscam desesperadamente resgatar os poderes ocultos para a conquista planetária, criando um exército imbatível, capaz de fazer com que todas as forças terrenas se curvem diante dos poderes das trevas. Seria possivel impedir essa catástrofe que dizimaria os habitantes do planeta? Onde se encontra a espada utilizada pelo rei Dario e que supostamente continha a chave para trazer novamente a terra os poderes ocultos da antiga Babilônia? Cada nova página do Impacto Fulminante oferece esse desafio, da eterna luta entre o bem e o mal, para atiçar a curiosidade do leitor.

Chamem de seachismo, arrogância ou o que quiser, mas simplesmente não consigo conceber um livro milenar com uma história absurdamente intrincada que… tem passagens pelo Brasil!

Eu amo a minha terra e tenho orgulho de morar aqui, senhores ufanistas de plantão, mas, ao ler o livro de Valentine, percebi o quanto a autora se esforçou para finalmente colocar o pé na porta da literatura nacional. A obra, como propõe a sinopse, tem um enredo firme e consistente, mas que, cá entre nós, lembra um pouco o Código Da Vinci, né não? 

Enfim, a história foi um dos pontos fortes que me atraiu ao longo das muitas páginas de Impacto Fulminante. No entanto, tenho uma crítica a fazer: a autora faz uso de expressões rascadas, cotidianas, para se mostrar enquanto literata tupiniquim. O uso de aspas para definir o diálogo de um taxista com dois dos personagens foi, no mínimo, doloroso aos olhos.

Valentine tem um diamante nas mãos, mas, que, invariavelmente, precisa ser lapidado. O uso de códigos genéricos para tentar exemplificar à exaustão a rotina de corrida dos protagonistas não funcionou. Certos momentos interrompi a leitura para me lembrar se lia um relatório ou… um livro!

Mas é um livro que pretendo ler de novo, para tentar captar toda a essência do que a autora quis dizer nessa história fantástica que… falhou.

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Se falássemos Inglês…

Bonjour, meus queridos!

Como está indo o final de férias de vocês? O meu, simplesmente cansativo. Não consigo parar! Vocês já acessaram o site da Chiq Acessórios, meu mais novo empreendimento? Confiram lá!

Mas não é sobre isso que viemos falar, não é, gente?

Hoje vamos falar do poder de cantar e não entender a música. 

Vocês devem estar se perguntando qual o motivo da foto da Letícia Sabatella aí, mas já respondo. Vamos do princípio.

A grande maioria da nação brasileira, para não dizer a o Brasil inteiro, tem a mania de achar que o que vem de fora é melhor. Isso não é de hoje e não vai mudar amanhã. Que novidade! Mas há vezes em que essa suposta superioridade ariana europeia e norte-americana gera situações… conflitantes e muito engraçadas.

Agora mesmo, estou escrevendo esse post e ouvindo I’m Sexy and I know it, mas até aí, nada demais, afinal, gosto não se discute. O problema é quando o gosto dos outros quer ser imposto à nós subliminarmente. Em novelas, reportagens e, adivinhem só, até campanhas publicitárias em cidades do interior do interior (também conhecidas como Céu Azul, um beijo).

Não sei a porcentagem do povo brasileiro que fala inglês, mas sei que eu falo e muitos dos meus amigos também. E se aproveitando dessa lacuna anglo-saxã em nossa linguagem cotidiana, as novelas – principalmente globais – tentam explorar as músicas importadas num contexto completamente… diferente.

Agora surge a foto da Yvone, interpretada por Sabatella, lá em cima (é junto ou separado?). Caminho das Índias foi uma das poucas novelas que verdadeiramente acompanhei, por uma série de motivos. Quando conheci a personagem de Letícia, foi amor à primeira vista. Sim, eu sei que não é natural um garoto de dezoito anos ser fissurado em mulheres que sabem combinar regatas e saias de cós alto. Mas vamos ao que interessa.

Toda vez que Yvone entrava em cena, o que acontecia? Isso aqui, ó:

Agora eu me pergunto: o que uma música sobre uma A-U-R-É-O-L-A tem a ver com uma mulher que era praticamente o capeta encarnado?

Mas não, não termina aí. Prestem atenção em todo vilão de nova das oito. Das sete, pode ser. Céus, o que acontece com cúpula dessas novelas? Será que os sonoplastas ouvem a música e pensam: Olha, ritmo bonitinho, a gente podia colocar naquela cena em que a vilã dá um tiro na cabeça da mocinha. 

Me expliquem, quero entender. Acho que agora estão tentando se redimir, colocando uma música decente para essas novas vilãs. Pelo que soube, a atual tem uma música que condiz com o seu comportamento transviado.

Mas, céus, pelo amor, eu peço encarecidamente que a próxima vez que forem colocar uma música em inglês em jingles e afins, conheçam a letra. Porque se não, vocês vão passar por uma situação super incômoda que acontece aqui na cidade e só eu percebo: uma loja de roupas anuncia descontos maravilhosos, falando sobre suas marcas e tudo mais. No final da propaganda, que música toca?

The stong understand.

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Eu li: O Soldado da Luz

Pegando emprestada a sinopse feita pelo meu querido Sérgio Carmach, apresento à vocês O Soldado da Luz:

Elden, importante comandante da guarda real, retorna de uma viagem e descobre que Estriges, uma amiga de infância, foi acusada de bruxaria e está presa no castelo aguardando a execução. Na cela, a moça confessa a Elden ter mesmo poderes de magia, mas diz que os usa para o bem. Ela seria uma bruxa da luz e ele, segundo a acusada, um soldado da luz. Mesmo sabendo que será considerado um traidor, Elden a liberta após ter uma visão, na qual homens e bruxos perversos se enfrentam ferozmente. Já a sós com Estriges na floresta, o soldado da luz descobre que é o único com poderes para impedir a volta de Esbat, o mais malévolo e poderoso dos bruxos, exilado em um mundo esquecido há mil anos. Se falhar, os homens serão destruídos. Para cumprir essa missão, Elden precisará achar a espada de Crã e, com ela, matar o herdeiro de Esbat em um ritual. Mas quem seria esse herdeiro? Onde estaria a espada, que também é cobiçada pelos bruxos das trevas? E a aventura para salvar o mundo começa…

UAU, eu sei. O livro foi escrito pelo Thiago Costa Santana, e só peca mesmo pelo tamanho (que eu achei meio pequenino, no alto de suas quase 100 páginas).

Sou apaixonado por literatura fantástica e não escondo isso de ninguém (apesar de O Senhor dos Aneis ainda estar aqui, intocado…), e a sinopse do Sérgio me incentivou a pegar o livro e ler numa tacada só, ainda que o livro seja tão rico em detalhes que uma leitura mais demorada seja quase uma obrigação do leitor atento.

Centrada numa perspectiva de primeira pessoa focada em Elden, o livro conduz com dinamismo – ainda que com bruscas paradas para reflexão, as quais me delonguei um pouco mais do que o necessário – toda a saga pós-libertação de Estriges. Falando nela, o autor está com um projeto super legal de ilustração dos personagens. Saca só:

Estriges. Não ficou linda?!

A minha única crítica de verdade é a falta de atenção com a tipografia da capa. Poxa, uma história tão bacana, com uma centralização medieval tão bem feita, merecia uma fonte melhor. Após a leitura, olhei para a capa e pensei: nossa, tantas outras fontes poderiam ser utilizadas…

Eu sei, não se compra um livro pela capa, mas atire a primeira pedra quem não adora ler um livro com uma capa bem feita.

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O dilema de “Mulheres Ricas”

Comprar um avião é igual comprar uma blusa, hello!

A televisão brasileira tem dado saltos consideráveis em sua programação, sendo esta afirmação inválida apenas no que tange às atrações dominicais. E a mais nova forma de entretenimento foi lançada na última semana pela Band, o programa Mulheres Ricas.

Retratando o cotidiano de algumas senhoras da alta-sociedade brasileira, o programa mostra seus gastos, seus luxos (como dar água mineral francesa para  um cachorrinho maltês), mas, principalmente, sua diferenciação da maior parte de nossa sociedade tupiniquim.

Estive checando o site do programa (além dos comentários em vídeos do YouTube, uma vez que perdi a estreia) e me surpreendi com a completa ignorância da maior parte destes comentários. Os usuários ofendiam a emissora (e as participantes, cumpre ressaltar) por exibir um programa deste tipo, quando crianças carentes padeciam de fome numa rua ao lado da que Val Marchiori (hello!) fazia compras.

E então eu me toquei o que T. Harv Eker ensinou tão brilhantemente em sua obra, Os Segredos da Mente Milionária: 

Pessoas têm a noção pré-concebida de que ricos são maus, de que enriqueceram graças ao trabalho de outras pessoas.

Li o livro há mais de três anos, e esta não é uma citação ipsis literis, mas se amolda perfeitamente ao contexto. A verdade é que, sim, muitas crianças passam fome logo ao lado da Oscar Freire, e muitos vendedores de picolé ainda passam pela frente do Copacabana Palace. Mas isso não desmerece o contexto do programa de maneira alguma.

Nos é televisionado diariamente (sim, diariamente!) a maneira como nossos pequeninos não vão à escola, como nossos avós não conseguem se aposentar e também como alguém tem de sobreviver com esgoto à céu aberto. Mas para isto, basta assistirmos Jornal Nacional, ou qualquer outro. Até mesmo um da Band vale. Mas nada disso parece estar impulsionando pessoas a irem às ruas ajudar essas crianças, idosos ou adultos.

A exibição de um programa que mostra a rotina de uma joalheira, uma arquiteta, uma apresentadora de TV, uma herdeira do petróleo e uma motorista de Fórmula Truck não desmerece (ou diminui) em nada o mérito do programa.

Enquanto isso, todos nós perdemos a oportunidade de lançar um olhar antropólogo-sociológico neste nicho crescente dos milionários (ou bi, em alguns casos). Quisera eu que os brasileiros parassem de observar a riqueza das participantes – inegavelmente inspiradas no norte-americano The Real Housewives – como um fator maléfico da atração enlatada, e passassem a ver o show de maneira a tentar compreender um mundo que, ainda que esteja logo ao lado, é completamente diferente do seu.

Pouco dinheiro não desfaz caráter, assim como muito não desconstrói personalidade. Passemos a ver o dinheiro com bons olhos, sem que a sua acumulação excessiva queira dizer, necessariamente, que o favelado só mora na favela porque o rico é rico. Não é à toa que todo vilão de novela global é rico: as noções brasileiras de dinheiro sendo irremediáveis quanto à personalidade da pessoa que o possui.

Toda forma de discriminação é estúpida. Não sou milionário, e estou longe de sê-lo (mas serei, se Deus quiser!), contudo, diminuir alguém por possuir uma conta bancária polpuda é tão ignorante quanto um rico acreditar que todo pobre vive de vender geladinho.

Agora, façamos o favor de ver o programa sob um espectro saudável da curiosidade, acompanhando a transformação da casa de Débora (pintada numa cor absolutamente tenebrosa) e todos os outros desenrolares deste que tem tudo para ser um dos mais cômicos reality shows já exibidos em nossas TVs.

Como diria Val (insuportável em sua maneira de misturar a língua anglo-saxã com a nossa latina): Hello, Brazil!

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Eu li: Para Sempre Ana

 

Na mística Três Luzes, o leitor percorre inicialmente três momentos afastados no tempo, onde três homens, de três gerações da família Rigotti, experimentam situações-limite pela influência de uma mesma mulher: Ana. A partir daí, a narrativa o leva a uma instigante viagem, nem sempre linear, entre meados do século XX e o início do XXI, na qual os dramas, o passado, o verdadeiro caráter e os segredos de cada personagem são pouco a pouco desnudados. A trama é conduzida pela busca de Ana e pela busca por Ana, forasteira misteriosa que abala os triluzianos e cuja trajetória se funde à dos demais em uma história carregada de luzes e sombras. A busca de Ana arrebata as emoções; a busca por Ana arrebata os sentidos. E ambas surpreendem. Sempre que tudo parece esclarecido, detalhes antes considerados sem importância provocam uma reviravolta geral na história. Até o último capítulo. Descubra se os mais atordoantes segredos de Três Luzes estão mesmo nos céus ou no fundo da alma de seus moradores.

Eu sei! Que livro complexo! Comecei a leitura de Para Sempre Ana, do querido (e advogado!) Sérgio Carmach, pronto para mergulhar em turbilhões emocionais dignos das melhores obras de escritores intimistas. Já havia lido algumas resenhas, e sabia que não iria me decepcionar, até que…

Além de não me decepcionar, me surpreendi. E muito.

O livro é uma daquelas estórias que, ao seu término, faz você se perguntar por que diabos a literatura brasileira não é tão louvada quanto à norte-americana, europeia ou marciana. Personagens bem construídos ditam o tom desta história ágil e cheia de curvas acentuadas que, invariavelmente, conduzem ao âmago do próprio leitor.

Conforme a sinopse acima demonstrou, Carmach constrói aqui uma base de bons personagens que são facilmente identificáveis com tudo o que conhecemos, ainda que estejam repletos daquele tom de “inedito” que somente uma boa obra é capaz de prover.

Termino a resenha com a vontade de que mais e mais pessoas deem a chance a este livro que, sem dúvidas, ficará atado a muitas cabeceiras tupiniquins (e internacionais, prevejo). Vale cada centavo que por ele for pago, bem como as deliciosas conversas que surgirão com amigos que, assim como nós, se apaixonarão pela obra.

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Estou vendo (e lendo): Guerra de Tronos

Quem me conhece sabe que eu estava louco para ler esse livro há um bom tempo. As Crônicas de Gelo e Fogo sempre me despertaram aquele comichão de curiosidade, ainda que O Senhor dos Anéis esteja ali na minha biblioteca, mais intocado que um dalit. HAHAHAHA

Comecei primeiro pela série da HBO, cuja primeira temporada tem dez episódios (e encerra o primeiro livro da saga, Guerra de Tronos). Preciso dizer que assisti todos os episódios em menos de três dias?! A série é absurdamente bem feita, com interpretações inigualáveis e uma ambientação única. A fotografia da série merece todos os prêmios disponíveis.

Não vou passar sinopses aqui, mas posso dizer que a série começa (assim como o livro), no reino de Winterfell, um pedaço gelado de terra, alguns quilômetros ao sul da Muralha. A Muralha, senhores, é uma… muralha (dã!), altíssima, que busca proteger o país (?) das criaturas que surgem no Inverno. O Inverno, ao contrário do que acontece para nós, seres acostumados ao adorável calor tropical tupiniquim, dura anos, impetrando uma escuridão tão profunda que a mais extensa gama de criaturas bizarras surge para… bem, é melhor que a série fale por si mesmo.

Queria MUITO os livros, mas não tinha dinheiro tempo para comprar. Até que ontem, como presente de natal atrasado, meu pai me deu aquele livrão de quase 600 páginas. É diversão pra mais de metro (literalmente, porque, gente, a LeYa não economizou nem um pouco nas orelhas do livro).

Assim que terminar de ler o livro, venho aqui contar minhas impressões, mas já aviso: vai demorar um bocado (quem liga?), visto que tenho uma rotina rígida de leitura de férias (e acabei demorando um pouco mais que o previsto no quarto livro da lista: Harry Potter e o Cálice de Fogo, que é tão, mas tão legal! *-* Gente, tinha esquecido o quanto era fã do Harry!)

Mas acho que é isso, gente.

Feliz natal atrasado, tá?!

Beijão, leitores lindos!

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Eu li: A Insígnia de Claymor

Céus, tinha de ter postado essa resenha há dois dias, mas a minha internet recém-ressuscitada não permitiu.

Mas vamos ao que interessa!

Bom, para vocês que estão assustados com o volume de livros que estão sendo resenhados ultimamente (geralmente há posts pessoais, filmes e séries, eu sei, mas prometo algo bom em breve!), a justificativa é que estou participando de um maravilhoso círculo de leitura, com vários amigos!

Mas vamos lá, vamos falar de A Insígnia de Claymor

Europa, Idade Média Jehanie Claymor é uma jovem Lady que cresceu protegida pelo amor incestuoso do irmão Alexei. Sem conhecer os perigos e maldades da época, ela foi mimada e amada ao extremo. Mas, em uma viagem em que abandona o castelo de seu pai para ir de encontro ao seu noivo Garreth, vê todas as suas ilusões românticas chegando ao fim. Sir Daniel Trent só busca vingança. Sua irmã mais jovem foi seduzida pelo cavaleiro Alexei Claymor, e abandonada por ele após engravidar. Sem esperança, a jovem matou-se, deixando Trent com a incumbência de limpar sua honra. No entanto, seu destino muda completamente ao encontrar uma jovem que perdeu a memória. …E assim, sem saber, ele acaba se apaixonando pela irmã de seu maior inimigo…

UAU, eu sei. Também estava superansioso quando vi essa sinopse, e li o livro em poucos dias.

O livro começa já nessa Europa medieval, ainda que um salto de poucos anos seja dado nos primeiros capítulos, com a mãe de Claymor morrendo no parto. Como leitor chato que sou, acostumado com os diálogos medievais graças às toneladas de livros de História que sou acostumado a ler, percebi uma coisa que me incomodou um pouco. A autora, a nossa querida Josiane Veiga, pecou um pouco na ambientação dos diálogos. Às vezes eu parava, ficava encarando aqueles travessões e percebendo como algumas frases poderiam ser modificadas para fazer o livro ficar mais… homogêneo.

A história criada pela Josiane é forte e cativante. Esse relacionamento incestuoso entre Alexei e a irmã é um mote pouco explorado pelos autores. Talvez pela complexidade psicológica ou pelo impacto do tema, o fato é que esse incesto irmão-irmã foi algo muito bem escolhido pela autora, que desenvolveu toda a história com bom senso.

O livro não sofre aquelas reviravoltas chatas que fazem você querer largar o livro por ter sido enganado desde o começo. Na verdade, os primeiros capítulos já demonstram a que vieram os personagens, bem construídos desde o início da trama.

Minha única crítica, seria, em verdade, a necessidade de uma maior revisão historiográfica nessa obra que tem tudo para conquistar os jovens. Diálogos mais intrincados e bem construídos mudariam muito o tom da narrativa deste marcante livro, escrito por uma autora que está em visível amadurecimento literário.

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Eu (finalmente) li: As Bruxas de Oxford

Vocês sabem como eu estava simplesmente louco para ler este livro da Larissa Siriani, né gente?!

Assim sendo, finalmente comprei o livro (e conheci a linda da Larissa) na Bienal do Rio, em setembro deste ano.  Comecei a ler o livro ainda na viagem de volta, mas por uma ironia do destino (também conhecida como provas na faculdade) só tive tempo de retomar a leitura agora, em dezembro.

Li o livro em menos de uma semana (por dois motivos: 1) ele realmente é bom e 2) estou num programa de aceleração das minhas leituras dado o advento das FÉRIAS! \o\ ). Como vocês sabem que odeio formular a sinopse de qualquer livro – inclusive os meus – olha a sinopse linda que eu achei:

A antiga Casa Azul nunca foi cenário de boas histórias. Há mais de cem anos, dizem, era lar de sete bruxas que foram queimadas na fogueira e que juraram vingança. Mas é quando Malena, seus pais e seus seis irmãos mais velhos se mudam para lá que a lenda se prova verdade. Coisas estranhas começam a acontecer sempre que ela se exalta, e, de repente, ela se descobre cercada por um passado que ela até então desconhecia, e condenada a consertar os erros de uma vida passada. E, quando os velhos inimigos começam a aparecer, Malena vai perceber que certos sentimentos se carregam para além da vida.

Assim, vamos ao que interessa. O livro tem uma estrutura perceptivelmente de chick-lit com sobrenatural. Você percebe isso nas primeiras páginas, quando todos os seis irmãos da Malena (sim, seis!) são apresentados, e a família se muda de Oklahoma City.

A escrita da Larissa é extremamente leve e fluída, mas acredito que aqui cabem dois comentários para melhorar o livro numa segunda edição: a tipografia do livro… não fui muito com a cara dela. Acho que sou muito acostumado com fontes maiores e mais amplas, e a letra um pouco diminuta das páginas me frustrou um pouco. Outra coisa é o fato da nossa amada Larissa não acentuar os ‘tás’. Me dava a-g-o-n-i-a ver aqueles diálogos: ” – Você ta bem, querida?”.

Mas vale dizer: a cuidadosa revisão gramatical e ortográfica da Larissa pareceram compensar tudo. Se encontrei uma palavra digitada errada, acredito que foi muito.

Larissa é uma escritora juvenil em ascensão, não há dúvidas quanto à isso. Qualquer jovem que compre qualquer um de seus livros (que estão em promoção, aqui) irá se encantar com seu modo atraente de narrar as histórias e a forma convincente como ela apresenta muitos de seus personagens.

Para quem já é acostumadíssimo com leituras norte-americanas, algumas coisas do livro da Larissa podem soar como lugares-comuns. A maneira como ela descreve, por exemplo, alguns ambientes da escola, já são conhecidos de nós, leitores tupiniquins, como se lá estudássemos. Mas proponho um teste: percebam como a leitura ficaria um tanto mais cansativa sem estas explicações mais lúdicas da autora. Jovens leitores, que estão começando agora, poderiam abandonar a obra por não reconhecerem, por exemplo, a diferença entre um Junior e um Senior na High School americana.

A Larissa começou sua trilogia com chave de ouro, não resta qualquer dúvida sobre isso. E agora, ela finalmente está prestes a adentrar a publicação do segundo livro da série: O Coração da Magia, que já pela sinopse se mostrou ser como mais um pageturner de nossa querida autora brasileira.

A verdade é que Larissa Siriani merece tanto destaque quanto outras autoras americanas, europeias ou asiáticas. Sua história convence, e sua escrita, já madura, se torna mais e mais completa à medida em que a autora avança por novas obras.

É esperar para ver mais esse nome brasileiro florescer no rol dos best sellers brasileiros.

Beijo, gente! Depois venho falar para vocês de uma série nova que estou acompanhando! 😀

 

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Cartas Dinamarquesas

O sol nesta parte do globo era tão intenso que fazia minha cabeça doer de forma incessante. Cada evoluir das ondas de calor me maculava, meus passos fracos transpassando a calçada enquanto caminhava para a casa dos familiares.  Mal podia acreditar que aquele verão intenso estava acontecendo ali, no sul do Brasil.

O portão branco bateu atrás de mim, os cachorros uivando baixo enquanto os deixava sozinhos no quintal espaçoso. A distância era pequena, e pés de manga e limoeiros me fariam sombra naquele dia anormalmente quente. Mas antes, aquela buzina comum apitando atrás de mim.

“Hoje tem carta, Diogo!” , avisou o carteiro, descendo da motocicleta e percebendo que estava prestes a sair de casa.

Sorri, assinando o protocolo e recebendo o envelope esbranquiçado.

Li o remetente enquanto me despedia do homem, insuportavelmente vestido de amarelo naquelas férias desejadas.

Pedro Henrique E.
Copenhague, Dinamarca

Dinamarca?!, pensei. Abri o envelope, passando pelo postal enquanto puxava a folha artificialmente amarelada.

Hej!

Prometi que enviaria a carta há alguns meses, eu sei. Me desculpe desde já. As coisas não têm sido fáceis!

Bem, como você está?! Espero que bem! Aqui está um frio insuportável, ainda que a neve combine bastante com os enfeites natalinos.

E… espero que você me perdoe.

Perdão. Era tudo isso ao que se resumia ao sentido daquela carta. Meus olhos estagnaram, incapazes de prosseguir a leitura. O perdão se resume na aceitação de fatos que não dependeram da vontade de quem nos magoou, e eu não tinha certeza se isto fora o que acontecera com Pedro.

Amassei o papel, contornando meus valores ao jogar a folha na rua. Calmamente voltei para dentro de casa, ligando o ar condicionado e desistindo de sair de casa pelas próximas 24 horas.

Era absurdo a forma como poucas palavras eram capazes de destruir o que fora construído durante um dia inteiro, talvez até uma semana, dado o início das férias.

E, esquecendo-me do postal, somente lembrei do papel quando já estava jogado sobre o sofá, assistindo um programa na TV.

Observei a paisagem dinamarquesa, Copenhague se perdendo enquanto rasgava o papel, bem como o Eu Amo Você impresso no verso, que irremediavelmente se tornou um conjunto indissolúvel e incompreensível de letras miúdas que, no fundo, eu sempre quis voltar a ler.

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