Ser Cruel

Ser cruel, às vezes, pode não ser uma opção. Às vezes estamos tão absolutamente cansados de sermos bonzinhos e apenas recebermos em troca desaforos, que nossos cérebros partem para o automático e, irremediavelmente, estamos maus.

A verdade é que pouquíssimas pessoas sabem ser cruéis, más, sem levantar a mão. O resto da plebe entende como crueldade o maltrato de alguém que lhe trataria com lealdade. Ser cruel é menos, e ao mesmo tempo, mais. Ser cruel é estender uma língua feroz àquele ser atroz. Ser mau é saber diferenciar entre aqueles que iriam te amar, e os que iriam te odiar.

Não pense que sou mal com qualquer um. Sou mal com aqueles que me tratam como um mísero ser comum. Sou mal com aqueles que têm overdoses de arrogância, sem saber que não são nada mais do que uma simples criança. Sou mau, sim, com orgulho.

Não serei mal com aqueles que me estendem a mão, pelo contrário, farei destes meus eternos companheiros. Serei mal com aqueles que insistem em me dizer que sou como o resto do mundo inteiro. Então, se fui mal com você, não me perdoe. Foi intencional.

Endereçado ao maior dos babacas que merecem crueldade.

Ser mau é um dom.

 

E, ah, não pense que ligo para seus julgamentos antecipados, sua antipatia ou mesmo seus recados. Afinal, acima de tudo, ser mal é saber esnobar quem normalmente não iria nem ao menos lhe olhar.

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