Arquivo mensal: março 2010

O Mundo de Sofia

Ham, então. Este é um livro bem… filosófico, como diz a capa. Acho que nem o terminei de ler. Talvez nem tenha começado. Talvez o tenha lido em outro Universo. Como saberei?

OK, falando sério agora. Este livro fode com tudo. Sério. HAHA. Tipo, se você quer um final mais do que surpreendente, que faz você quebrar a cabeça por um dia inteiro, leia O Mundo de Sofia. É tão… ham… filosófico.

É um daqueles livros em que você parece ter fumado maconha ao terminar de ler. Não que eu tenha experimentado. Quem sabe experimentei em outra vida? Vamos analis(z?)ar a situação… Não, não vamos. HAHA. Então, como dizia; O Mundo de Sofia é um daqueles livros cujos objetivos são acabar com conceitos dimensionais existentes na nossa cabeça.

Recomendo. Sem dúvidas. Ou não. Quem sabe eu nem tenha lido ainda…

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Panis et circenses – In Brasilis

Os antigos romanos já sabiam! Dê pão e lazer para seu povo que ele deixará que os governe conforme seu máximo desejo, meu amo! É a política do Panis et circenses, ou traduzida para o idioma o qual me interessa: é a política do pão e circo! Um povo não quer mudar uma política tão sutilmente gentil! As pessoas querem deixar-se governar por aqueles que lhes dão alimento e entretenimento!

É quase uma oferta capitalista. O povo é a demanda, a corrupção é o produto! Quase um anúncio de TV. Quais são suas qualidades como político? Vou dar pão e lazer. Ah, que beleza! Elejam-no!

Por que não entramos diretamente no espírito da coisa? Coloquemos nossos narizes de palhaço para que o espírito circense preencha-nos com toda sua infâmia! Sejamos eternos escravos contentes dessa política que só quer nos ver felizes!

Ah, os romanos já sabiam… Pão e circo. E os atuais também sabem! Bolsa-Família e TV grátis! É tudo o que o povo precisa.

Bolsa-Família e TV.

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Um observador

Capitães da Areia - Jorge Amado

Mais uma vez, ele estava lá. Tão certo como o nascer do sol, tão regular quanto o tique-taque do relógio. Armado de um caderno amarelo e uma caneta velha ele nos olha. Tão sublime, tão solene, tão absolutamente resignado em suas emoções.

Ele nos observa. Eu, meu bando, a mulher. Nosso pequeno bando disperso em nosso trapiche cotidiano. O homem presta atenção a tudo, outrora escrevendo lentamente em seu caderno velho, outrora coçando seu cabelo bem penteado.

Nas primeiras aparições, o medo foi geral. Quem haveria de ser aquele homem interessado em moleques maltrapilhos na beira desta praia qualquer? Quando a peste abateu-se sobre nós e levou um para os braços do Senhor Nosso Salvador, ele apenas observou com lágrimas naqueles olhos miúdos e não fez mais nada. Foi então que entendemos que ele era um caboclo de respeito, que não faria mais nada se não ficar olhando para o desenrolar daquilo que não lhe pertencia.

Ele nunca falava. Apenas escrevia, coçava e respirava. Por muito tempo foi assim. Padre José Pedro insistia em dizer que ele era apenas mais um daqueles loucos que víamos quando visitávamos o Pelourinho. Não, este era diferente. Este tinha nos olhos a vontade de saber o que acontecia dentro de cada um de nós. Quem era ele?

Tão grande meu comichão e consternação, pergunto ao homem quem ele era e o que queria ao ficar nos encarando de maneira tão singular. Ele apenas piscou duas ou três vezes, levantou-se e saiu andando como se eu fosse uma sombra no fundo de sua cabeça. Talvez isso realmente fosse verdade. Talvez fôssemos apenas sombras.

Dia vai, dia vem. Anos se completam, parabéns são cantados. Bolos deixam de ser comidos, vidas deixam de ser completadas. Nosso bando se desfaz. Cada um segue um rumo, cada um toma conta de sua vida. Dora já compadece há muito; Volta Seca sumiu junto com aquele que todos temem por essas bandas nordestinas. Caboclo Lampião. Pirulito foi levado junto com padre José Pedro para o interior. Restou eu e apenas eu. Eu e o homem, que ainda fica olhando, alternando a visão entre minha alma e o mar, que gorgoleja atrás de nosso antigo trapiche. Neste dia, o homem abriu a boca, e num relampejar, folheou seu caderno até a primeira folha, já muito amassada e debilitada pelo tempo de observação. Ele calmamente falou, como se proferisse o nome de um santo, ou o título de uma vida:

— Capitães da Areia — ele disse, perdido em sua própria criação.

Foi então que ele saiu andando, sorrindo sozinho, abanando o caderno
como um pequeno troféu, um livro recém-escrito.

E, desde então, o homem nunca mais apareceu.

 

Conto baseado no livro: Capitães da Areia, de Jorge Amado.
Nota: Não é plágio, foi feito para um concurso. HAHA

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Palavras

Não temos nada. Não sabemos de nada, ao não ser o fato de saber que não sabemos de nada. Não dominamos as palavras, as palavras nos dominam.

Ser escritor não é saber formar frases bonitas numa sequência agradável e grande o bastante para formar um livro. Ser escritor é ser sensível o bastante para extrair a alma de uma pedra, a essência de uma parede, a verdade de uma borboleta. Não escrevemos livros, livros é que se deixam ser escritos por nós.

Somos meros espectadores passivos, supreendidos pelos rumos tomados por nossa “criação”. Somos deuses de nossos mundos. Somos salvadores de nossas nações. Temos na mão a incontestável verdade, a que rege nossos personagens, a que nos faz suspirar a cada ponto empregado.

Escrever é a arte de fazer o surdo ouvir, o mudo falar, dar palavras aos condenados a relinchar. Escrever é saber como transmitir uma verdade, ainda que ela não passe de uma mentira fantasiosa. Escrever é mais do que pensar numa estória, escrever é saber onde vai terminar uma trajetória.

É como disse; não escrevemos livros. Livros é que se deixam ser escritos por nós. Somos meros espectadores, camuflados no citoplasma envolvente dessa célula de emoção. Não criamos livros; inventamos vidas. Não fazemos poemas; transmitimos emoções. Não escrevemos; deixamos que o mundo nos conheça interiormente.

Sim, sou um escritor. Minhas ferramentas de trabalho? A imaginação e as palavras. Ferramentas que todos possuem, mas poucos sabem empregá-las.

Post dedicado à meu orgulho-mor desta noite de sábado: Mel Geve. Minha colega escritora, minha companheira de intriga, mas acima de tudo, minha grande amiga. Amo você, menina!

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Outra breve aparição :D

HAHAHA. Adoro sábados. É o dia da semana em que eu estou relaxado o suficiente para postar aqui. Porque nos outros dias… AAAAAH!

Então, gente, saí em outro jornal! 😀 HAHAHA, demais, né? Daqui a pouco consigo publicar um livro (espero).

Olhem aí o trechinho que apareço, ao lado das minhas escritores prediletas: Aline Welinsky e Nilsen Silva ♥.

jornal

Viram? AHAHA! Para quem quiser conferir a reportagem completa:

http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Teen/Noticia/Jovens_literatos.aspx?id=61375

Beijo, pessoal :*

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Pensar devia ser proibido!

O mundo está perdido. As pessoas insistem em fazer guerras, insistem em dizer quais são as melhores, as pessoas falam, as pessoas criticam, as pessoas julgam… as pessoas só não pensam.

As pessoas insistem em abaixar a cabeça e deixar as responsabilidades para qualquer um que tropece nelas e mude o rumo da história. Sócrates, Darwin, Einstein, Newton, Platão… qualquer um que não componha o restante da população que está absolutamente feliz em simplesmente obedecer regras tão intrísecas, mas tão intrínsecas, que suas raízes são simplesmente irrastreáveis. Não goste de negros, ofenda o diferente, se iluda com o presente. Nos obedeça, aja conforme os ditos sociais.

A verdade é que todos estão extremamente felizes em viver no fundo da caverna, em aceitar que nunca serão mais do que são. Assim, como também estão felizes em transformar a vida dos diferentes em meros vestígios de tristeza. Não estamos prontos para aceitar o diferente, para pensarmos por si só.

Estamos tão aquecidos, acomodados, com nosso governo, com nossa religião, com nossos conceitos de sociedade. Até quando? Até quando aceitaremos limites impostos por pessoas que nem ao menos nos conheceram? Pensar é a arte de mudar interiormente, e a partir desse preceito, tentar auxiliar os incapazes de começar tal jornadas sozinhos. Mas há um grande problema: a maioria não quer começar esta jornada… Estão tão absolutamente felizes debaixo dos cobertores da ignorância!

Pensar é uma arte tão digna quanto amar. A filosofia é um bem tão precioso que pouquíssimos conseguem obtê-lo com o próprio suor; dispostos a abandonar conceitos que não foram elaborados para eles, capazes de mudar uma realidade que lhes foi imposta sem qualquer pergunta.

Ah, os sábios… os eternos responsáveis por pensar o bastante por aqueles que insistem em dizer que eles não passam de meros loucos.

Acredito, então, que a loucura nada mais é do que a sabedoria perdida nos olhos da mediocridade.

Afinal, pensar pode mudar todo um conceito e transformar as pessoas em seres humanos melhores. Não pense. Somente obedeça.

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Lista – Eu quero!

Vou postar um Top 5 de tudo o que eu quero agora! HAHAHA. Momento consumista, eu sei. Mas eu quero 😦

Não se assustem se todos a maioria forem livros e DVD’s 🙂

1) Livro → Julie & Julia

Estou louco pra ler esse livro desde… sei lá quando. Fiquei com mais vontade ainda depois que virou filme com a Meryl Streep (amo, sempre.)

2) DVD → Julie & Julia

Idem item acima, né? AHAHAHA. Falando sério, estou LOUCO pra ver esse filme. Morar em cidade que não tem cinema é um cocô :/

3) DVD → Coco antes de Chanel

Preciso especificar por que preciso de todo esse glamour em minha humilde residência? AHAHA. Audrey Tautou é como uma segunda Meryl para mim. Diva. AHAHAH

4) DVD → Piaf, Um Hino ao Amor

Outra grande atriz que simplesmente AMO, é Marion Cotillard. Sério, do cinema francês (o qual eu não sou muito fã, diga-se de passagem, embora alguns filmes sejam simplesmente obras-primas), ela e Tautou são as divas.

5) DVD’s → Box de séries

 

 

Preciso falar mais alguma coisa? Queria ser rico :/ UAHUAHSUAHS

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Precious

Já comentei que minha vida social foi sugada pelos estudos? AHAHA. Enfim, vamos ao que interessa. A resenha deste excelente filme: Precious.

Precious conta a história de Clareece “Precious” Jones, uma jovem moradora do Harlem, no ano de 1987. Precious é abusada sexualmente por seu pai e fisicamente por sua mãe, que entre outras coisas, tentou jogar uma TV sobre ela. Um filme marcante, sem dúvida.

Precious é um daqueles filmes para se ver e ficar pensando sobre como o mundo está de cabeça para baixo. Ao mesmo tempo em que mostra atuações espetaculares de Mo’Nique e da estreante Gabourney Sidibe, o filme nos mostra dramas tão intrísecos de certos lares, enquanto estes são escondidos por panos de fundo camuflados de dramas, violência e dor – física e psicológica.

De fato, o filme só peca por ter atuações tão absolutamente estupendas, que se perdem sobre os punhos suaves do diretor Lee Daniels, uma vez que o filme exigia uma dor e dureza que Daniels não soube passar.

Mas isso não é nada, comparado às atuações supracitadas e a estreia estrondosa de Sidibe. Recomendo, sem a menor sombra de dúvida, ressaltando ainda o desempenho espetacular de Mariah Carey!

Gente, viram como esse post ficou sério? Não pareço uma pessoa importante? HAHAHA! E o mais engraçado é que eu só assisti o filme agora, meses depois do lançamento e estou fazendo uma crítica. AHAHA!

Ainda vou ser importante o bastante para ser convidados para estreias. Em Los Angeles. –Sonha.

Acho que por hoje, este vai ser meu único post cinematográfico. Ou não. HAHAHA

Até mais, leitores e leitoras mais bacanas de toda a internet :*

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Gazeta do Povo!

Gente, antes de mais nada: desculpem a demora em postar. Pessoas que fazem cursinho pré-vestibular não têm vida. Sério. Eu e minha apostila somos inseparáveis agora. HAHAHA

Enfim, pessoal, saí em outro jornal 😀
Weeeeee, podem gritar.

Olha que lindo eu, todo trabalhado na on-linedade:

Si, soy yo!

 

Se você quiser ler a matéria COMPLETA: http://www.gazetadopovo.com.br/gazetinha/conteudo.phtml?tl=1&id=979676&tit=Uma-turma-especialista-em-contar-historias

Enfim, acho que é só 😀

Beeeijos, leitores mais adoráveis do mundo.

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Desafiando a Gravidade

Quantas vezes você já ouviu: Atenha-se ao que você é? Seja o que você é agora, você é imutável. Você é só.

Eles mentem. Você é mais, você tem mais. Você pode desafiar a gravidade. Você pode abrir asas imaginárias e alçar voos por onde somente grandes mentes ousaram voar. Você é do tamanho de seus sonhos.

Você é capaz de fechar seus olhos e simplesmente sonhar. Ninguém poderá tirar isso de você. Desafie a gravidade, não tenha medo de cair. Sempre haverá alguém que lhe ajudará no caminho.

É hora de desafiar a gravidade.

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