Geração de 30 – Brasileiro nu e cru

Este post é, no mínimo, especial. É quase que uma redenção por erros passados. Vamos do início.

Como todo jovem dessa geração baseada na correria, sempre fui um fã de thrillers, sempre num estilo Dan Brown/Markus Zusak. Tudo bem, até que neste ano me vejo obrigado a ler literatura brasileira, tudo por causa do vestibular. O primeiro pensamento, é claro, foi: fodeu tudo.

Eu era um “odiador” oficial deste tipo de literatura, como se nenhum autor daqui pudesse escrever algo tão emocionante quanto um espanhol, norte-americano, inglês ou um alemão. Ledo engano, Leda Nagle (HAHA). Comecei por Memorial de Maria Moura, da excelente e condecoradíssima Rachel de Queiroz. Ao terminar, queria me matar.

A diva, Rachel de Queiroz

Eu estava enganado o tempo todo!

A partir dessa segunda geração  do Modernismo é como se a literatura brasileira estivesse transmutando-se em algo completo e de fácil compreensão (Machado de Assis foi uma das minhas maiores frustrações HAHAHA). Um livro ágil, repleto daquele sentimentalismo embutido nas personagens. Tudo bem, até que me deparo com o melhor livro que um brasileiro já pôde escrever. Não, não é Nebulosa (#ATÉPARECE). É Capitães da Areia, do meu escritor favorito a partir de agora: Jorge Amado.

O Escritor de Putas e Vagabundos

Certa vez, um crítico disse à Jorge Amado: “Você é um escritor de putas e vagabundos.” Jorge Amado disse que esse foi o maior elogio que ele já pôde receber, porque ele era exatamente isso, “um escritor de putas e vagabundos.” E agora, ao terminar Capitães da Areia, eu entendo o que ele quis dizer com isso. Jorge Amado não retrata as putas  e os vagabundos da vida. Ele mostra as putas e vagabundos que vivem dentro de nós, dentro de nossos espíritos puramente brasileiros.

Sou o fã número um do cara. E se eu ganhar esse Concurso Cultural Jorge Amado, céus, quero devorar os livros. Porque ele é o que há. E, não, caro leitor e leitora, não lhe chamei de puta e vagabundo, embora você  seja. BRINCADEIRA!. Só quis dizer que no âmago de nosso ser, somos todos um pouco de tudo isso. Um pouco de uma puta, de um vagabundo, de Pedro Bala.

Fecho este post me desculpando publicamente com a literatura brasileira.

Geração de 30 é o que há.

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2 pensamentos sobre “Geração de 30 – Brasileiro nu e cru

  1. André Santos disse:

    Aceito as desculpas’. Sorte no concursoo…

  2. gwen disse:

    eu prefiro a geração 80. ;D

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