Meninos de Motocicleta

O filme terminou. Descemos as escadas, perdidos entre os amigos.
E então surgiu o convite.
Mas eu sempre temi motocicletas.
Em contrapartida, o caminho não seria tão longo.
E, além do mais, eu confiava nele.
Aceitei, colocando a jaqueta aposentada sobre meu ombro.
Nos despedimos, eu acenando com a mão esquerda, já que a direita estava ocupada segurando os DVDs piratas.
E a moto partiu.
Eu e ele, na fria noite desta cidade com nome de paraíso.
Os postes passavam vagarosos, paralelos à nós.
Ele falava, tinha certeza. Mas não entendia.
A ocasião moldava meus ouvidos, e eu estava perdidamente apaixonado.
Lágrimas escorriam de meus olhos, o frio penetrante fazendo-me piscar dezenas de vezes por segundo.
E, de repente, a moto parou.
Haviámos chegado.
Dei-lhe alguns tapinhas, brincando em como formaríamos um lindo casal.
Ele riu.
Talvez, de fato, fôssemos apenas bons amigos.
Mas isso me bastava.
Ainda teria seu sorriso.
Mais longe dos meus lábios, é fato.
Mas um sorriso jamais deixa de ser um sorriso. Longe ou perto.

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