Arquivo mensal: junho 2011

Vermelho

Poucas coisas podem ser tão frustrantes quanto a incapacidade de fazer alguém que nos faz bem parar de chorar. Por motivos diversos, ela sofre. Por um motivo comum, não conseguimos fazê-la sorrir.

À cada lágrima, um motivo despenca por suas bochechas e uma lasca de tristeza rompe na forma de um soluço. Seus cabelos vermelhos são inalcançáveis neste momento, e isso lhe dói profundamente.

Seus olhos estão vermelhos, seus cabelos, lindos, agora ruivos e bagunçados. Dentro daquele amor em forma de pessoa, um coração tão vermelho quanto o sol no poente bate sem parar. Por esta pessoa, e apenas por ela, você é capaz de escolher vermelho como sua nova cor favorita.

A distância que separa meus lábios de sua testa me corrói, impotência e a vontade de acariciá-lo expelindo tristeza pouco a pouco de meus poros.

A fantasia de um palhaço, a mais cômica das piadas, o mais divertido filme de comédia. Nada é capaz de fazê-lo rir. E nada será. Até um determinado momento.

Até o momento em que o dono daqueles cabelos e olhos vermelhos de tanto chorar perceber que você está de braços abertos, ouvindo uma melodia qualquer e pensando nele durante todo o transcorrer de um dia, que para você, é apenas mais um dia longe de quem você daria tudo para estar perto.

Deixe-me fazê-lo feliz. 

Eu darei meu melhor.

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Jovens me frustram

Poucas coisas me entristecem. Um jovem que afirma abertamente que não lê é uma destas coisas.

Hoje, não ler é normal. Quase um orgulho. Ah, não gosto de ler! 

Qual o sentido disto?

Não me refiro à livros espessos, revistas de alto teor científico ou à artigos premiados com um Pulitzer. Me refiro a ler pelo simples prazer de querer saber um pouco mais.

Parecemos gostar de sermos mandados, apenas para podermos nos revoltarmos! Todos sabemos que você e seus pais não se dão bem. Todos nós sabemos que você vai fugir de casa quando completar 18 anos. Todos sabemos que você será um grande astro do rock, ou um varredor de rua que vai viver estupendamente feliz com um salário mínimo por mês.

Uma má notícia: de astros do rock à garis, os melhores são os que melhor fazem seu serviço de forma completa e com paixão pelo que fazem. Você está encarando isso como opção, eles veem isso como estilo de vida.

Não se contente com o pouco. Queira saber um pouco mais.

Você é o que você conhece.

Você conhece pouco, você é substituível.

Você sabe muito, é imortal.

Se canse de saber tão pouco. Encare a vida com a maturidade que em algum lugar você tem. Ser revoltado é muito fácil. Seja apenas bom, gentil.

Bons gestos são como conhecimento.

Perpétuos.

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Pontos coloridos

Há cinza até mesmo nos sonhos mais lindos, nos sonhos mais sonhados. Há cinza até mesmo em redundâncias perdoáveis, em sentenças anteriores.

Não considero-me poeta; ou talvez o faça. Se críticos não entendiam à Lispector, quem me julgo ser para pedir por compreensão? Escrevo para almas que vagam em busca de sentidos que apenas almas alheias sabem transcrever. Forço o geóide multicolorido a girar de acordo com meus ditames.

Felicidade é direito, não obrigação. Todos temos a chance de tomar café frio, leite azedo e vergonha na cara. Poucos são os que fazem destes momentos, memoráveis.

Não busque compreender as simples palavras deste mortal abstratista. Escrevo para apenas uma pessoa que não eu mesmo. Corpos reconhecem letras, desejos percebem frases, mas apenas almas compreendem o sentido da verdadeira poesia.

Sonhos são como pontos coloridos no meio do veludo pobre e frio. São balões de todas as espécies que nos alçam para muito além da simples ignorância e do mero desejo de continuar vagando por aqui. A solidão é ambígua; permanecemos sozinhos para o simples aprendizado ou meramente por desgosto e descaso.

E assim, vivemos. Apagando pontas cinzas do Marlboro alheio, recolhendo latinhas, ajudando velhinhos em asilos que juramos jamais colocar nossos pais. A insensibilidade alheia movimenta o coração de almas bondosas.

Diga adeus aos pontos cinzas. Concentre-se na oração, no pedido, na diferença.

Todos somos capazes de ser felizes, mas raros são aqueles que estão dispostos a buscar, efetivamente, a alegria.

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Mas Doug, e a faculdade?!

Pessoal, hoje vamos falar sobre minhas impressões sobre meu curso.

Vou ser objetivo, sincero e modesto.

DIREITO É TUDO!

É um curso inteligente e extremamente puxado, antes de qualquer outra coisa. Eu, já habituado a ler muito, dupliquei minha quantidade de leitura. Capez, Lisboa, Bittencourt, Prado…

Querem ver como passo minhas tardes de domingo agora?

Mas fazer o que, não é mesmo? Estou apaixonado pela minha escolha.

Tenho de admitir: comecei a faculdade louco pela diplomacia, mas é inevitável: me apaixonei por Direito Penal. Daqui a pouco vocês terão um lindo (-não!) advogado para tirar vocês, leitores serial killers, da cadeia! HAHAHA!

Mas não é só estudo. Minha sala é composta de gente de todos os tipos, trejeitos e lugares. É um grupo de amigos, antes de qualquer coisa. É lindo como somos unidos! HAHAHAHA. Falando nisso, já fizemos até festa! Onde eu me comportei, e quase não dancei.

Tá, talvez eu tenha dançado um pouquinho.

HAHAHAHA.

Então, gente, sobre o curso. Não para qualquer pessoa. É uma rotina de disciplina, dedicação e, antes de qualquer coisa, paixão. Uma pessoa que não esteja apaixonada pelo curso não irá aguentar um semestre sequer.

Algumas vezes nos perguntamos porque certas coisas não saem exatamente como queremos, porque dão errado. Mas a verdade é que coisas realmente certas surgem de quase tudo aquilo que consideramos errado.

O sofrimento não existe por prazer perverso de uma entidade divina. Existe para que reconheçamos quando somos agraciados com a alegria.

Amo meu curso, meus amigos e minha faculdade.

E você, não vai cursar Direito?!

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Eu vi: The Good Wife

Sim, dois posts seguidos sobre The Good Wife.

Acontece que a season finale desta segunda temporada foi magnífica. Vamos deixar de lado o caso retratado na série (muito interessante, por sinal), e vamos falar de uma coisa linda: Alicia ficando com Will! *-*

Antes deste episódio (Closing Arguments), eu tinha sérias dúvidas quanto à Alicia ficar com Will. Não sei, parecia que em algum momento o casamento com Peter iria dar certo. Mas não, acho que finalmente vi que Alicia e Will foram feitos para ficarem juntos!

Outra coisa linda que apareceu nesse episódio foi o início de uma reconciliação entre Alicia e Kalinda. Mesmo que tenham sido apenas uns dois ou três episódios com elas brigadas, já estava ficando chato! #sinceridade HAHAHAHAHA

E a música do final do episódio? Linda demais!

Confesso que não conhecia, mesmo sendo fã do Mika! Lembro quando ele cantou Big Girl, You’re Beautiful para Ugly Betty!

Falando nisso, a pièce de résistance da temporada: America Ferrera de volta! Sim! Acho que eu e ela temos algo em comum, que não é possível. Toda série que se torna minha favorita, ela aparece! *-*

Sou fã ensandecido dela, e daí?

Amei, amei, amei.

Mal posso esperar por setembro!

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Estou vendo: The Good Wife


Oi, povo de Deus! Gente, que correria! Faculdade de Direito não é para qualquer um!

Mas vamos falar de coisa boa? A iogurteira Top Therm está aqui para… BRINCADEIRA!

Gente, comecei a ver The Good Wife. A série conta a história de Alicia Florrick, a mulher de Peter Florrick, promotor de Cook County, em Chicago. De repente Alicia se vê cercada por um escândalo: seu marido, Peter, envolvido com prostitutas e corrupção. Peter vai para a cadeia, e é então que Alicia começa a trabalhar como advogada para sustentar – e proteger – a própria família.

Pessoal, a série é fantástica. Para quem cursa Direito, é quase uma utopia! HAHAHA!

Diane Lockhart é tudo! O jeito de falar, se portar. Ela, Alicia e Kalinda são minhas favoritas!

Recomendo, recomendo, recomendo!

E, gente, prometo que a partir de agora vou aparecer mais, está bem?

Me senti mal abandonando vocês desse jeito!

Beeeeijos, lindos.

 

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