A melhor viagem da minha vida

Que título mais bucólico? Simplíssimo, né?

Mas fazer o quê? Foi mesmo.

Vamos do início!

A demora para postar aqui no Blog do Doug foi proposital. Eu iria fazer uma campanha de divulgação de Cartas de Siracusa sem parar até o lançamento, mas vi que era melhor fazer o lançamento, chorar, e então vir postar. Vamos do começo.

Sábado: 

Acordei (acordar é relativo, já que nem dormi) às 2h10 da manhã, e fui para o aeroporto. Entrei no avião (com direito à frio na barriga e um moleque espanhol chatíssimo gritando TENHO HAMBRE, MAMÁ) e só desci no Rio. A cidade de cima é linda, maravilhosa!

Só meio cinza. HAHAHAH.

Encontrei-me com Giulia (lá da Nossos Romances Adolescentes) no aeroporto e pegamos um ônibus que passava por praticamente todas as praias da Zona Sul. Chegamos à Barra da Tijuca, onde me encontrei com Mari (uma baixinha linda, também lá da Nossos Romances Adolescentes) e pegamos um ônibus para irmos até o RioCentro.

Gente, dica para futuros urbanistas do Rio: TUDO É MUITO LONGE.

Eu e Giulia estávamos de pé conversando no ônibus, um de frente para o outro, e eu comentando como eu chegaria limpinho e sem suor (estavam agradáveis 18 graus no Rio, o que para mim era delicioso, mas para os cariocas era um “frio absurdo”).

Nossa, pareceu praga.

Neste exato momento um menino escoteiro começou a quase vomitar atrás de mim.

Eu olhava para ele e mantinha aquele sorrisinho calmo para a criança: acalme-se, querido. Em breve a vontade irá passar. 

Por dentro, tudo o que eu pensava era: ENGULA ESSE VÔMITO. NÃO OUSE ME SUJAR COM SEUS FLUÍDOS ESTOMACAIS NOJENTOS, SEU ESCOTEIRO FRESCO!

Eu entendo, era só uma criança.

Chegamos ao RioCentro. Gente, que lugar enorme!  Meu editor (que eu sempre imaginei ser um cara seríssimo e levemente descontraído, mas que se revelou um roqueiro com um cabelo grandão e muito, mas muito legal) se encontrou comigo e me deu as credenciais.

Entramos na Bienal!

Aquilo era gigantesco, e cheio de LIVROS! Corri com Giulia para meu estande, encontrando-me com Yasmim (linda, perfeita, maravilhosa e membra da Nossos Romances Adolescentes).

Yas ❤

Bem, cheguei no meu estande, e vejam o que encontro:

Nossos bebês ❤

Levei um pu*a susto. Quase tive um piripaque ao lado de Giulia e Yas.

Tudo aquilo com o que sonhei, escrevi, trabalhei estava… ali. Na minha frente, do lado de livros tão bons (se não melhores) quanto o meu. Conheci todo mundo da editora e, claro, o Lorran, lá do Subtítulo!

Eu, particularmente, acho que assustei o Lorran. Sempre que eu fazia alguma coisa ou falava algo, ele olhava pra mim e ria. UHAUAHUAHUAHAUHAU

Bati perna o sábado inteiro, conhecendo a Larissa Siriani (que falei aqui, de Bruxas de Oxford, lembram?) e conseguindo um livro autografado!

Larissa linda demais!

Depois de tudo isso ainda fomos ao shopping (eu, Giulia, Yas, Maria Raquel, Drigo, Mel e mais alguém que eu devo ter esquecido) comer e tomar um delicioso sorvete!

NRA REUNIDA!

Foi um sonho.

Fui para meu local de pousada (a casa de Giulia), lá em Niterói. Conheci a mãe, a irmã e a tia de Giulia. Gente, elas são demais, super descoladas e mega divertidas.

Domingo: Já acordei animadíssimo. Tomei meu banho e fui com Giulia pegar a barca para o Rio. Gente, lá vendem uns pães de queijo maravilhosos. Recomendo demais!

Depois farei um post exclusivo só com as fotos que tirei! Vocês vão morrer de inveja (ou de tédio por verem sempre isso, se forem cariocas).

Lado engraçado sobre o Rio: em todo lugar que você passa, você vê um cenário de novela. É aquela sensação Ai meu Deus, já vi isso na novela tal!

Chegamos na Bienal, almoçamos (um absurdo de caro a comida lá. Acho que gastei mais em comida do que em livro) e encontrei-me com Clara Savelli (que em breve irá lançar Mocassins & All Stars, amigona da Nossos Romances Adolescentes) e Aline Welinsky (de Nienna!) e fui para meu estande.

Agora começa a parte peguem seus lencinhos.

Ricardo, meu editor, me apresentou o projeto da Oficina de Livros que ele está desenvolvendo, o Pequenos Grandes Escritores.

Eu já admirava muito o Ricardo, depois disso, então, nem se fala.

O projeto consiste no seguinte: a escola particular contrata a editora (Oficina de Livros), que faz a criação dos livros escritos pelos alunos das escolas particulares. Obviamente, um valor é cobrado pelo serviço.

O diferencial está no modo como esse valor é utilizado.

A Oficina de Livros tira uma (grande) parte deste valor e faz este mesmo trabalho com alunos de escolas públicas, de forma completamente gratuita. O tema dos livros publicados até então havia sido sustentabilidade, mas isso vai mudando.

Quando o Ricardo chorou, me falando como uma professora  de escola pública chegou no estande e o abraçou pelo projeto, eu fiquei completamente arrepiado. É tão difícil encontrar pessoas a trabalhar por um país melhor que…

Enfim, continuando.

Tive uma reunião com Lorran, Ricardo, Camila Nascimento (LINDA DEMAIS, autora de Você Tem Meia Hora), Rodrigo Baptista (de Cultivados) e o Yuri Emanuel (de Azul Miosótico). Me senti absurdamente bem ouvindo o que cada um tinha a dizer sobre a publicação, e sobre o quão bravamente teríamos de lutar para demonstrar que somos bons num mercado dominado por Stephenie Meyers, J.K. Rowlings, Meg Cabots e tantos outros nomes que de brasileiro só tem os fãs.

Enquanto isso, a fila para ver a Hillary Duff só aumentava.

Comentamos como um brasileiro pode pagar 40 reais para ter um Crepúsculo, mas pagar R$ 25,00 para ter um Cartas de Siracusa era demais.

Saí dali com meu ânimo redobrado, e pronto para demonstrar como escritores brasileiros têm tudo para serem tão bom (se não melhores) quanto os estrangeiros.

FORA MEG CABOT! VIVA CAMILA NASCIMENTO!

Comecei a vender meus primeiros exemplares, e uma emoção indescritível tomou conta de mim. Autografar, poder ser atencioso com meus leitores, conversar com todo mundo, dar entrevistas (obrigado pessoal do Sobre Livros!) e muito mais.

Equipe Oficina de Livros/Subtítulo

Eu realizei um sonho.

Voltei para casa com a sensação de dever cumprido, de que tudo deu certo e com o coração agigantado de tanta coisa boa que aconteceu.

E, no final, só me resta uma palavra.

Obrigado, obrigado, obrigado, obrigado.

À todos. À vocês, à equipe da minha editora, aos meus leitores, ao pessoal da Nossos Romances Adolescentes, à tudo.

Muitíssimo obrigado.

 

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