Arquivo mensal: novembro 2011

Eu li: Cultivados

Só Deus e o Rodrigo sabem como estava protelando a postagem desta resenha. Faculdade, novo livro, trabalhos, aulas para dar e correrias cotidianas vêm sugando minha vida com um primor inegável!

Mas, chega de enrolação!

Cultivados é um lançamento do selo Subtítulo, que em parceria com a editora mais linda do mundo (também conhecida como Oficina de Livros) lançou este livro maravilhoso. Verdade seja dita: não é porque o Rodrigo é meu companheiro editorial que estou dizendo isso. Seu talento é inegável.

O livro começa com um prólogo impecável, no navio Domi. Os peixes começam a morrer e sobem até a superfície, fazendo o mar parecer uma espécie de tanque gigantesco de morte. Então o mesmo acontece com as aves, que caem no mar, mortas. De repente, tudo é morte. Seja lá o que for isso, está espalhando-se para todo o globo, matando tudo o que é vivo. Em pouco tempo, a sociedade está caótica.

O livro corta repentinamente para uma espécie de presídio onde o personagem principal parece estar enclausurado. Fugas, descobertas e revelações bombásticas depois, o livro é direcionado para algo completamente nojento à primeira vista, mas, após um momento de reflexão do leitor mais inteligente, carrega um insight consigo. Afinal, não é isso que acontece mesmo hoje em dia?

A escrita do Rodrigo é uma obra de arte em si. Parágrafos longos que conseguem nos conduzir sem fazer que tenhamos de parar de ficar procurando onde nos perdemos, diálogos bem construídos e tudo o mais contribui para este lançamento promissor do jovem catarinense.

Havia lido uma crítica que falava sobre como os parágrafos longos incomodavam um pouco, mas não acredito que isso seja verdade. É como disse certa vez em conversa com o Rodrigo: “Se Saramago faz isso, é gênio. Se um iniciante faz, é amador”.

A respiração da obra é ótima (a minha é que não é, visto que ficava :O em muitas horas HAHAHA), e os personagens são absurdamente bem construídos. Minha única crítica é o fato da minha curiosidade triplicada ao final do livro.

É o livro com o final mais inteligente que já vi, onde algo que me faria absurdamente triste me fez muito, mas muuuuito feliz.

É a decadência humana.

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