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Eu li: A Insígnia de Claymor

Céus, tinha de ter postado essa resenha há dois dias, mas a minha internet recém-ressuscitada não permitiu.

Mas vamos ao que interessa!

Bom, para vocês que estão assustados com o volume de livros que estão sendo resenhados ultimamente (geralmente há posts pessoais, filmes e séries, eu sei, mas prometo algo bom em breve!), a justificativa é que estou participando de um maravilhoso círculo de leitura, com vários amigos!

Mas vamos lá, vamos falar de A Insígnia de Claymor

Europa, Idade Média Jehanie Claymor é uma jovem Lady que cresceu protegida pelo amor incestuoso do irmão Alexei. Sem conhecer os perigos e maldades da época, ela foi mimada e amada ao extremo. Mas, em uma viagem em que abandona o castelo de seu pai para ir de encontro ao seu noivo Garreth, vê todas as suas ilusões românticas chegando ao fim. Sir Daniel Trent só busca vingança. Sua irmã mais jovem foi seduzida pelo cavaleiro Alexei Claymor, e abandonada por ele após engravidar. Sem esperança, a jovem matou-se, deixando Trent com a incumbência de limpar sua honra. No entanto, seu destino muda completamente ao encontrar uma jovem que perdeu a memória. …E assim, sem saber, ele acaba se apaixonando pela irmã de seu maior inimigo…

UAU, eu sei. Também estava superansioso quando vi essa sinopse, e li o livro em poucos dias.

O livro começa já nessa Europa medieval, ainda que um salto de poucos anos seja dado nos primeiros capítulos, com a mãe de Claymor morrendo no parto. Como leitor chato que sou, acostumado com os diálogos medievais graças às toneladas de livros de História que sou acostumado a ler, percebi uma coisa que me incomodou um pouco. A autora, a nossa querida Josiane Veiga, pecou um pouco na ambientação dos diálogos. Às vezes eu parava, ficava encarando aqueles travessões e percebendo como algumas frases poderiam ser modificadas para fazer o livro ficar mais… homogêneo.

A história criada pela Josiane é forte e cativante. Esse relacionamento incestuoso entre Alexei e a irmã é um mote pouco explorado pelos autores. Talvez pela complexidade psicológica ou pelo impacto do tema, o fato é que esse incesto irmão-irmã foi algo muito bem escolhido pela autora, que desenvolveu toda a história com bom senso.

O livro não sofre aquelas reviravoltas chatas que fazem você querer largar o livro por ter sido enganado desde o começo. Na verdade, os primeiros capítulos já demonstram a que vieram os personagens, bem construídos desde o início da trama.

Minha única crítica, seria, em verdade, a necessidade de uma maior revisão historiográfica nessa obra que tem tudo para conquistar os jovens. Diálogos mais intrincados e bem construídos mudariam muito o tom da narrativa deste marcante livro, escrito por uma autora que está em visível amadurecimento literário.

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