Arquivo mensal: junho 2010

Adeus à José Saramago

A literatura mundial ficou um tanto quanto mais triste e burra esse fim de semana. José Saramago despede-se deste planeta deixando muito mais do que simples livros. Deixou conhecimento, deixou sabedoria, deixou reflexões.

Saramago foi um dos poucos autores que me entenderam enquanto jovem filósofo. Seus questionamentos pareciam ter saído diretamente da minha cabeça. É por isso que acredito que ele vai fazer falta não só por sua literatura inteligente, sábia e bela, mas também por todo o impacto que ele soube causar.

Um ídolo, um herói, um amigo que não sabia que era meu amigo. Adeus, Saramago. Todos nós amargamos esta perda incomensurável às nossas estantes e vidas.

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Filmes que eu (não) recomendo

Uau, quanto tempo sem postar! Enfim, hoje, no alto de minha gripe infernal e dor de cabeça anomal, vim aqui falar dos últimos filmes que assisti. Alguns ótimos, alguns fazem eu querir pedir o dinheiro da locação de volta. Mas não se preocupem, porque hoje tem um (super) post cinematográfico! Vamos lá, por ordem de legalidade. Ou seja, do mais chato até o mais legal.

Vamos lá. O mais chato de todos: Solaris.

É um filme de 2002, um remake de outro filme da década de 60, baseado num livro. Não aguentei assistir sequer os primeiros 30 minutos. Meu Deus, fiquei me questionando como o George Clooney pôde fazer um filme tão ruim assim. Trailer abaixo. Não quero nem comentar a estória chatíssima.

Depois, um menos chato, mais ainda chato: Como perder uma mulher. Cara, eu odeio esses filmes que tentam dar uma trama psicológico para história e tudo o que parece acontecer de interessante é um cachorro atravessando a rua e suas possíveis razões para este feito extraordinário. No entanto, este filme, aguentei assistir até os 40 minutos. Nada mais. Tive que tirar o DVD e ir devolvê-lo imediatamente, porque não aguentava mais. O filme é tão ruim que nem trailer tem. E, supostamente, era pra ser uma comédia. Ahã, sei.

Embora as coisas comecem a ficar mais aceitáveis daqui para frente, ainda não são as melhores possíveis. Vamos falar agora de Alice no País das Maravilhas. Eu estava simplesmente morrendo de ansiedade para ver o filme do Tim Burton, todo aquele frenesí e blá-blá-blá. Realmente, é um filme bom. E só. O que salva é a Helena Bonham Carter como Rainha Vermelha. Simplesmente fantástica.

Agora, as coisas melhorando pra valer, vamos falar de MeninaMá.Com. Um filme cult com um brilhantismo de grandes aventuras com bilheterias gigantescas. Um filme inteligente, com a atuação esplêndida da Ellen Page. Recomendo, mesmo. Embora estivesse com vontade de vê-lo desde sua estreia, anos atrás, o vi apenas agora. E valeu a pena esperar. Na época, com certeza, não estaria maduro para tanto. O primeiro filme cult que assisto que realmente é compreensível.

Vamos ao nosso Top 3. HAHAHa! Em um merecidíssimo terceiro lugar, O Curioso Caso de Benjamin Button. Um filme tocante, com atuações espetaculares e, meninas (e alguns meninos), preparem-se: Brad Pitt está mais sexy do que nunca nesse longa. HAHAHA. Desculpem, eu tinha que dizer isso. O final é simplesmente chorável e lindo.

E embora isso aqui devesse ser um Top 3, será um Top 3 de quatro filmes, porque há outro empatado com Benjamin. É Cidade dos Anjos. Achei que fosse morrer de chorar no fim, mas nem chorei. Verdade. HAHA. Mas é uma linda história, e me faz pensar que talvez meu anjo da guarda esteja me… guardando. HAHA. Recomendo.

Em um segundo lugar acirradíssimo, embora fortemente equiparável ao primeiro lugar, vamos falar de Sex And The City. Um filme excelentemente bem produzido, com atuações estupendas, um enredo de tirar o fôlego e Samantha fazendo-nos morrer de rir. Pretendo vê-lo mais e mais vezes.

E em primeiríssimo lugar… Amor sem Escalas, com o George Clooney. O mesmo que tirou o último lugar aqui. Um filme bem produzido, dirigido e atuado. Vera Farmiga e Anna Kendrick roubando a cena totalmente, e um final totalmente inesperado. Recomendo, sem dúvidas. Para ver, rever e ver de novo! Indicações ao Oscar merecidíssimas!

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Mãenequim

Eis a primeira regra para sobreviver ao Upper East Side: não seja você mesma. Nunca. Não importa o quanto você saiba como é interessante ou descolada. Mães desta parte de Nova Iorque não sobrevivem na selva sendo elas mesmas. Elas sobrevivem sendo qualquer outra pessoa, menos elas mesmas. E essa é a nossa história.

Emily Kendrick era a mais nova de todo o grupo. Seu cabelo ruivo bem repicado, seus olhos azuis penetrantes, seu diploma de jornalismo abandonado e substituído por um contrato nupcial com o dono de uma multinacional. Ela tinha tudo para ser feliz.

Seus dois gêmeos, o pequeno Peter e a adorável Anne, frequentavam o St. Mary Hall todos os dias, para que, quem sabe, daqui a quinze ou dezesseis anos, entrassem em Harvard.

O dia da ocupadíssima senhora Kendrick era preenchido com palestras sobre a verdade da maternidade, arrecadamento de fundos para crianças haitianas, chás com a primeira-dama de Nova Iorque e, raramente, diálogos rápidos com os filhos e sexo frio com o marido.

“Mamãe!”, gritaram Peter e Anne ao chegar em casa e perceber que a mãe estava na sala assistindo Oprah.

“Peter”, ela beijou a cabeça do mais alto. “Anne!”, ela beijou a bochecha da menina que mal havia completado seu segundo ano de vida.

“Você fica, querida?”, o marido havia chegado junto com as crianças no luxuoso duplex.

“Não posso. Hoje é quinta-feira. Meu dia com as garotas”, ela disse, se levantando enquanto trazia a Louis Vuitton junto ao peito.

“Por que você nunca fica?” replicou o marido fiel. “Sentimos sua falta no jantar”.

“Prometo que amanhã jantaremos todos juntos como a família unida que somos!”, ela sorriu, mentirosa. De fato, jantariam juntos, mas jamais seriam uma família unida.

Emily voltou a empunhar a bolsa de couro de crocodilo e saiu porta a fora, o chofer lhe esperando para levá-la até aquele luxuoso Café na Quinta Avenida.

As portas do Café abriram-se lentamente enquanto ela entrava, silenciosa. Talvez ali e agora, Emily poderia ser feliz.

No restante do tempo, tinha tudo para ser feliz. Mas não era. Era uma dona de casa do Upper East Side.

Samantha Roswell era uma mulher bem-sucedida, nupcialmente falando. Era. Até que aquela noite de setembro chegou.

Havia nevado antes do tempo, a senhora Roswell preocupada com a demora do marido em chegar em casa, sem sequer telefonar para explicar-se. Chamou o motorista e rumou até o prédio da Roswell Publicações. Foi até a cobertura do gigantesco edifício e abriu a porta do gabinete do presidente.

“Ai! Senhor Roswell, continue!”, berrava a secretária com a metade da idade de Samantha.

Ele não continuou.

Pelo contrário, parou. Olhou, estático, para o vulto assustado na porta da sala. Vestiu as calças e fechou a braguilha num piscar de olhos. Ajeitou os cabelos ralos na lateral da cabeça e disparou:

“Querida, não é nada disso do que você está pensando!”

“Não pensei nada, amor”, ela sorriu. “Eu vi.”

Os cinco dedos da mão direita de Samantha ficaram marcados no rosto do homem.

“Espero você para o jantar?”, emendou ela.

“C-claro”, gaguejou o cafajeste.

E nunca mais se falou sobre isso. Samantha chorava todas as noites junto à janela da sala. Um choro silencioso, calmo, regado a uísque e vodca. Um típico choro do Upper East Side.

Aaron e Callie, seus filhos, já em Yale e Harvard, respectivamente, não sabiam da história. Nem nunca saberiam. Eram uma família perfeita demais para que a histeria de um dos filhos destruísse isso.

Neste exato momento, Samantha queria chorar desesperadamente. No entanto, estava sentada naquele café junto com sua amiga, esperando pela chegada de Emily.

Tão logo Emily chegou, a conversa começou.

O teatro do Upper East Side continuava.

Miranda Weldenstock era uma mulher divinamente estática. Buscava em injeções faciais de Botox a juventude que havia sido roubada dela, décadas atrás. Não tinha mais marido, há muito decompunha-se naquela lápide caríssima. Seu único filho, Terrence, a visitava apenas uma vez por ano.

Talvez o Botox fosse seu único e verdadeiro amigo. Talvez ele lhe devolvesse a alegria que parecia ser sido sugada pelas rugas que começavam a crescer.

Sexo não lhe faltava. Jovens da Grande Maçã viam nela um pecado a mais, uma tentação escondida.

Uma coroa gostosa, como já lhe disseram infinitas vezes após a transa.

Mas ela não gostava de ser chamada assim, mesmo que pelos lábios de Aaron, filho da invejavelmente bela Samantha Roswell.  Miranda e Aaron encontravam-se todo fim de semana, quando o jovem Aaron vinha visitar a mãe.

Antes que desse por si, seus gemidos eram abafados pelo travesseiro de plumas exclusivíssimas. Entre superlativos confundidos com adjetivos na hora do sexo, o segredo mantinha-se entre os dois. Aaron tinha namorada e Miranda… velha demais para aquele rapaz.

Velha, bufava ela.

E assim sua vida delineava-se, patética e miseravelmente infeliz. Mas ela apenas sorria e aguardava pelo encontro com as amigas. E agora, após a chegada de Emily, preparava-se mais uma vez para seu teatro rotineiro.

Mulheres do Upper East Side.

O encontro começou com a risadinha típica daquelas três mulheres. Emily sentou-se e começaram a conversar.

“Ah! Stuart está cada vez mais romântico!”, mentiu Samantha. “Meu marido é tão invejável!”

“Nem me fale! Eu converso muito com Josh! Anne e Peter adoram sentar junto conosco para rirmos juntos!”, mentiu Emily.

“Sinto muita falta do Stan”, mentiu Miranda, tendo sua mão afagada pelas amigas.

Mentiras, mentiras, mentiras.

Era nisso que tudo orbitava.

Samantha desejava urrar sobre sua infelicidade no casamento.

Emily, o quanto era infeliz por ter abandonado a carreira de jornalista.

Miranda queria que todos soubessem que ela gostava de homens mais novos e o quanto se sentia jovem, mesmo com quase 60 anos.

Mas não, elas não gritariam. Mesmo que compartilhassem suas dores, mesmo que dividissem suas amarguras, não gritariam. Donas de casa do Upper East Side não gritam, apenas sorriem na mais impossível mostra de felicidade medíocre.

E elas continuaram conversando. Mães infelizes, manequins imperfeitos.

Mãenequins da tristeza contida.

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Quero muito ver: Sex and the city!

Ok, faz tempo que não faço um post cinematográfico. HAHA!

Então, hoje vim falar de um filme que estou louco para ver. Sex and The City 2! Sério, eu não consigo parar de ver o trailer!

Não é fantástico? Está certo que nunca assisti nem o primeiro, mas tudo bem. HAHA. Cidade sem cinema é a pior coisa do mundo, já comentei?

Eu, por uma coinciência do destino, consegui ir ver Alice in Wonderland, e só posso dizer que odiei. Mas isso é assunto para outro post…

Enfim, queria MUITO ver. Então, você, caro leitor, que possui uma sala de cinema em sua cidade, veja e me conte como é, está bem? HAHA!

Beijos, e até mais!

Ah, antes que esqueça: prometi que ia dedicar um post para as meninas do cursinho, que tanto me aturam. E esse vai até bem. Thai, Habi, Taci e Alê. Pronto, promessa cumprida. Elas são divas. HAHA. São Sex and The City. São Carrie. Ok, parei.

Agora é sério, tchau! :*

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