Arquivo mensal: dezembro 2011

Estou vendo (e lendo): Guerra de Tronos

Quem me conhece sabe que eu estava louco para ler esse livro há um bom tempo. As Crônicas de Gelo e Fogo sempre me despertaram aquele comichão de curiosidade, ainda que O Senhor dos Anéis esteja ali na minha biblioteca, mais intocado que um dalit. HAHAHAHA

Comecei primeiro pela série da HBO, cuja primeira temporada tem dez episódios (e encerra o primeiro livro da saga, Guerra de Tronos). Preciso dizer que assisti todos os episódios em menos de três dias?! A série é absurdamente bem feita, com interpretações inigualáveis e uma ambientação única. A fotografia da série merece todos os prêmios disponíveis.

Não vou passar sinopses aqui, mas posso dizer que a série começa (assim como o livro), no reino de Winterfell, um pedaço gelado de terra, alguns quilômetros ao sul da Muralha. A Muralha, senhores, é uma… muralha (dã!), altíssima, que busca proteger o país (?) das criaturas que surgem no Inverno. O Inverno, ao contrário do que acontece para nós, seres acostumados ao adorável calor tropical tupiniquim, dura anos, impetrando uma escuridão tão profunda que a mais extensa gama de criaturas bizarras surge para… bem, é melhor que a série fale por si mesmo.

Queria MUITO os livros, mas não tinha dinheiro tempo para comprar. Até que ontem, como presente de natal atrasado, meu pai me deu aquele livrão de quase 600 páginas. É diversão pra mais de metro (literalmente, porque, gente, a LeYa não economizou nem um pouco nas orelhas do livro).

Assim que terminar de ler o livro, venho aqui contar minhas impressões, mas já aviso: vai demorar um bocado (quem liga?), visto que tenho uma rotina rígida de leitura de férias (e acabei demorando um pouco mais que o previsto no quarto livro da lista: Harry Potter e o Cálice de Fogo, que é tão, mas tão legal! *-* Gente, tinha esquecido o quanto era fã do Harry!)

Mas acho que é isso, gente.

Feliz natal atrasado, tá?!

Beijão, leitores lindos!

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Eu li: A Insígnia de Claymor

Céus, tinha de ter postado essa resenha há dois dias, mas a minha internet recém-ressuscitada não permitiu.

Mas vamos ao que interessa!

Bom, para vocês que estão assustados com o volume de livros que estão sendo resenhados ultimamente (geralmente há posts pessoais, filmes e séries, eu sei, mas prometo algo bom em breve!), a justificativa é que estou participando de um maravilhoso círculo de leitura, com vários amigos!

Mas vamos lá, vamos falar de A Insígnia de Claymor

Europa, Idade Média Jehanie Claymor é uma jovem Lady que cresceu protegida pelo amor incestuoso do irmão Alexei. Sem conhecer os perigos e maldades da época, ela foi mimada e amada ao extremo. Mas, em uma viagem em que abandona o castelo de seu pai para ir de encontro ao seu noivo Garreth, vê todas as suas ilusões românticas chegando ao fim. Sir Daniel Trent só busca vingança. Sua irmã mais jovem foi seduzida pelo cavaleiro Alexei Claymor, e abandonada por ele após engravidar. Sem esperança, a jovem matou-se, deixando Trent com a incumbência de limpar sua honra. No entanto, seu destino muda completamente ao encontrar uma jovem que perdeu a memória. …E assim, sem saber, ele acaba se apaixonando pela irmã de seu maior inimigo…

UAU, eu sei. Também estava superansioso quando vi essa sinopse, e li o livro em poucos dias.

O livro começa já nessa Europa medieval, ainda que um salto de poucos anos seja dado nos primeiros capítulos, com a mãe de Claymor morrendo no parto. Como leitor chato que sou, acostumado com os diálogos medievais graças às toneladas de livros de História que sou acostumado a ler, percebi uma coisa que me incomodou um pouco. A autora, a nossa querida Josiane Veiga, pecou um pouco na ambientação dos diálogos. Às vezes eu parava, ficava encarando aqueles travessões e percebendo como algumas frases poderiam ser modificadas para fazer o livro ficar mais… homogêneo.

A história criada pela Josiane é forte e cativante. Esse relacionamento incestuoso entre Alexei e a irmã é um mote pouco explorado pelos autores. Talvez pela complexidade psicológica ou pelo impacto do tema, o fato é que esse incesto irmão-irmã foi algo muito bem escolhido pela autora, que desenvolveu toda a história com bom senso.

O livro não sofre aquelas reviravoltas chatas que fazem você querer largar o livro por ter sido enganado desde o começo. Na verdade, os primeiros capítulos já demonstram a que vieram os personagens, bem construídos desde o início da trama.

Minha única crítica, seria, em verdade, a necessidade de uma maior revisão historiográfica nessa obra que tem tudo para conquistar os jovens. Diálogos mais intrincados e bem construídos mudariam muito o tom da narrativa deste marcante livro, escrito por uma autora que está em visível amadurecimento literário.

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Eu (finalmente) li: As Bruxas de Oxford

Vocês sabem como eu estava simplesmente louco para ler este livro da Larissa Siriani, né gente?!

Assim sendo, finalmente comprei o livro (e conheci a linda da Larissa) na Bienal do Rio, em setembro deste ano.  Comecei a ler o livro ainda na viagem de volta, mas por uma ironia do destino (também conhecida como provas na faculdade) só tive tempo de retomar a leitura agora, em dezembro.

Li o livro em menos de uma semana (por dois motivos: 1) ele realmente é bom e 2) estou num programa de aceleração das minhas leituras dado o advento das FÉRIAS! \o\ ). Como vocês sabem que odeio formular a sinopse de qualquer livro – inclusive os meus – olha a sinopse linda que eu achei:

A antiga Casa Azul nunca foi cenário de boas histórias. Há mais de cem anos, dizem, era lar de sete bruxas que foram queimadas na fogueira e que juraram vingança. Mas é quando Malena, seus pais e seus seis irmãos mais velhos se mudam para lá que a lenda se prova verdade. Coisas estranhas começam a acontecer sempre que ela se exalta, e, de repente, ela se descobre cercada por um passado que ela até então desconhecia, e condenada a consertar os erros de uma vida passada. E, quando os velhos inimigos começam a aparecer, Malena vai perceber que certos sentimentos se carregam para além da vida.

Assim, vamos ao que interessa. O livro tem uma estrutura perceptivelmente de chick-lit com sobrenatural. Você percebe isso nas primeiras páginas, quando todos os seis irmãos da Malena (sim, seis!) são apresentados, e a família se muda de Oklahoma City.

A escrita da Larissa é extremamente leve e fluída, mas acredito que aqui cabem dois comentários para melhorar o livro numa segunda edição: a tipografia do livro… não fui muito com a cara dela. Acho que sou muito acostumado com fontes maiores e mais amplas, e a letra um pouco diminuta das páginas me frustrou um pouco. Outra coisa é o fato da nossa amada Larissa não acentuar os ‘tás’. Me dava a-g-o-n-i-a ver aqueles diálogos: ” – Você ta bem, querida?”.

Mas vale dizer: a cuidadosa revisão gramatical e ortográfica da Larissa pareceram compensar tudo. Se encontrei uma palavra digitada errada, acredito que foi muito.

Larissa é uma escritora juvenil em ascensão, não há dúvidas quanto à isso. Qualquer jovem que compre qualquer um de seus livros (que estão em promoção, aqui) irá se encantar com seu modo atraente de narrar as histórias e a forma convincente como ela apresenta muitos de seus personagens.

Para quem já é acostumadíssimo com leituras norte-americanas, algumas coisas do livro da Larissa podem soar como lugares-comuns. A maneira como ela descreve, por exemplo, alguns ambientes da escola, já são conhecidos de nós, leitores tupiniquins, como se lá estudássemos. Mas proponho um teste: percebam como a leitura ficaria um tanto mais cansativa sem estas explicações mais lúdicas da autora. Jovens leitores, que estão começando agora, poderiam abandonar a obra por não reconhecerem, por exemplo, a diferença entre um Junior e um Senior na High School americana.

A Larissa começou sua trilogia com chave de ouro, não resta qualquer dúvida sobre isso. E agora, ela finalmente está prestes a adentrar a publicação do segundo livro da série: O Coração da Magia, que já pela sinopse se mostrou ser como mais um pageturner de nossa querida autora brasileira.

A verdade é que Larissa Siriani merece tanto destaque quanto outras autoras americanas, europeias ou asiáticas. Sua história convence, e sua escrita, já madura, se torna mais e mais completa à medida em que a autora avança por novas obras.

É esperar para ver mais esse nome brasileiro florescer no rol dos best sellers brasileiros.

Beijo, gente! Depois venho falar para vocês de uma série nova que estou acompanhando! 😀

 

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Cartas Dinamarquesas

O sol nesta parte do globo era tão intenso que fazia minha cabeça doer de forma incessante. Cada evoluir das ondas de calor me maculava, meus passos fracos transpassando a calçada enquanto caminhava para a casa dos familiares.  Mal podia acreditar que aquele verão intenso estava acontecendo ali, no sul do Brasil.

O portão branco bateu atrás de mim, os cachorros uivando baixo enquanto os deixava sozinhos no quintal espaçoso. A distância era pequena, e pés de manga e limoeiros me fariam sombra naquele dia anormalmente quente. Mas antes, aquela buzina comum apitando atrás de mim.

“Hoje tem carta, Diogo!” , avisou o carteiro, descendo da motocicleta e percebendo que estava prestes a sair de casa.

Sorri, assinando o protocolo e recebendo o envelope esbranquiçado.

Li o remetente enquanto me despedia do homem, insuportavelmente vestido de amarelo naquelas férias desejadas.

Pedro Henrique E.
Copenhague, Dinamarca

Dinamarca?!, pensei. Abri o envelope, passando pelo postal enquanto puxava a folha artificialmente amarelada.

Hej!

Prometi que enviaria a carta há alguns meses, eu sei. Me desculpe desde já. As coisas não têm sido fáceis!

Bem, como você está?! Espero que bem! Aqui está um frio insuportável, ainda que a neve combine bastante com os enfeites natalinos.

E… espero que você me perdoe.

Perdão. Era tudo isso ao que se resumia ao sentido daquela carta. Meus olhos estagnaram, incapazes de prosseguir a leitura. O perdão se resume na aceitação de fatos que não dependeram da vontade de quem nos magoou, e eu não tinha certeza se isto fora o que acontecera com Pedro.

Amassei o papel, contornando meus valores ao jogar a folha na rua. Calmamente voltei para dentro de casa, ligando o ar condicionado e desistindo de sair de casa pelas próximas 24 horas.

Era absurdo a forma como poucas palavras eram capazes de destruir o que fora construído durante um dia inteiro, talvez até uma semana, dado o início das férias.

E, esquecendo-me do postal, somente lembrei do papel quando já estava jogado sobre o sofá, assistindo um programa na TV.

Observei a paisagem dinamarquesa, Copenhague se perdendo enquanto rasgava o papel, bem como o Eu Amo Você impresso no verso, que irremediavelmente se tornou um conjunto indissolúvel e incompreensível de letras miúdas que, no fundo, eu sempre quis voltar a ler.

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Doug agora tem uma religião?

Quem diria! É chegado o grande dia! Doug está GRÁVIDO!

É lógico que isso só foi uma brincadeira sem graça.

Mas, então, neste dia triste pós-saída de Fátima Bernardes, vamos falar de uma coisa super legal: finalmente o espírito de Elizabeth Gilbert se abateu sobre mim e eu me encontrei espiritualmente.

Todos vocês perceberam o meu rompimento com o Catolicismo, right? Isso se deu há uns dois, três anos atrás, pois eu não conseguia mais suportar uma religião que negava toda a logicidade que me é inerte (minha camisa da evolução humana que estou usando neste exato momento que o diga).

Assim sendo, crises existencialistas se tornaram comum, Dostoiévski se tornou meu favorito e a vida me pareceu um tanto quanto cinza, visto que eu não sabia sequer no que acreditar (se é que havia algo para se acreditar, convenhamos).

Até que comecei a buscar religiões que pudessem me dar respostas. A primeira foi o Hinduísmo. Amo aqueles mantras, mas acreditar num Deus de tromba me era um pouco forçado. Depois, o Budismo. Achei liiiindo como eles seguiam os ensinamentos de Buda, mas a história do post-mortem me confundia demais (e foi daí que veio minha primeira regra: para que eu acredite numa religião, preciso entendê-la). Então, vários amigos quiseram me puxar para suas igrejas evangélicas e afins. Mas mulheres tendo de usar saias (tão 2001!) e homens constantemente arrumados e impossibilitados de usar shorts me dava agonia.

Aí pensei no Espiritismo. 

Pesquisei um pouco, assisti o filme do Chico Xavier, conversei com espíritas (pelo bate papo da Uol, mas conversei) e eu vi que aquela religião tinha alguma coisa que poderia me fazer bem. E foi então que conversando com meu primo, a oportunidade surgiu.

Ele me fez o imenso favor de me dar um livro de presente (eu já amaria por ser um livro, mas no caso deste livro, amei três vezes mais): O livro dos Espíritos, do mestre Allan Kardec.

O livro é absurdamente bem editado, cumpre ressaltar. E tudo isso por 8 (oito!) reais. Mas, enfim, vamos ao que interessa.

Assim sendo, comecei minha leitura no mesmo dia em que ganhei o livro. Cada parágrafo era como se Kardec tivesse retirado um pedaço da minha essência e dissertado.

Vejam só que trecho magnífico:

As relações dos espíritos com os homens são constantes. Os bons espíritos nos convidam ao bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos convidam ao mal: é para eles um prazer ver-nos sucumbir e cair no seu estado (p. 41)

Não irei adentrar no Espiritismo enquanto conjunto de ensinamentos no momento, mas tenho de dizer que finalmente me encontrei dentro de uma religião. As bases do Espiritismo (amor e caridade), e seus direcionamentos (Justiça, Amor e Ciência) finalmente me permitiram encontrar todo o meu conceito de desenvolvimento científico dentro de uma seara religiosa.

Todos deveriam ler Kardec, mesmo que o Espiritismo não seja uma religião que a pessoa queira seguir. Seus conceitos de bondade e fraternidade acalentam o coração como só um abraço verdadeiro é capaz de fazer.

Paz e bem, irmãos espíritos! Que juntos possamos rumar para a felicidade eterna!

Assim seja. 

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Eu li: Nas Trevas e na Luz – Volume I

Nas trevas e na luz

Antes de mais nada, gostaria de revelar que esta resenha tem tudo para ser imparcial, uma vez que, como vocês devem saber, o livro da Gisele não é minha leitura rotineira.

Mas é quebrando a zona de conforto que o homem se torna sábio, então, lá vamos nós…

Que tal darmos uma olhadinha na minisinopse do livro da Gisele?

O que você faria se descobrisse ser capaz de decidir o futuro de toda humanidade? Teria coragem de enfrentar as consequências de suas decisões ou tentaria fugir de seu destino? Sara percebeu estar nesse dilema quando tirou de seu repouso uma bela e misteriosa espada. Uma benção de luz e uma passagem para as trevas.

Uau, eu sei. Livros apocalípticos nunca foram meus queridos (apesar que Cultivados tenha me surpreendido muito e começado a gostar do gênero), mas a obra da Gisele estava me entusiasmando.

O livro começa já nesse fim de mundo bem estabelecido, com a protagonista acordando ao lado de sua espada. Um corte ligeiramente brusco e o grupo de amigos de Sara, seus pais e tudo mais é revelado antes desse Armagedom. Uma viagem secreta (leia-se: escondida dos pais dela) e o livro tem início efetivamente.

Mas não quero me ater necessariamente ao conteúdo do livro, mas sim à sua escrita. Gisele tem qualidades indescritíveis enquanto escritora, principalmente pela simplicidade com que seus textos são escritos, e não há dúvidas que essa querida escritora tem tudo para cativar o público mais jovem.

Contudo, como o livro foi escrito há um certo tempo (em 2003, segundo me revelou a própria autora), Gisele ainda pecava em erros pequenos. Os mesmos erros que eu cometia em minhas obras iniciais, vale dizer.

O excesso de frases em um sentido conotativo faz o livro perder (um pouquinho, prometo) o encanto. Às vezes, você acredita que está lendo apenas um relato, e não um livro tão legal. Mas é algo que Gisele corrigiu no segundo volume, tenho certeza (e vontade de ler!).

Mas a obra é uma preciosidade para todos que efetivamente gostam deste gênero, e não só são um fã poser frustrado por ter medo do Evangelho de São João HAHAHAHAHA!

Parabenizo à Gisele pela obra e peço para que todos deem uma passadinha lá no Skoob do livro!

Beijo, beijo, beijo galerinha bonita!

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